Montar uma empresa traz benefícios e desafios para a vida de quem decide empreender, mas esse processo pode ficar mais fácil e seguro com algumas medidas. Encontrar o modelo de negócio que mais se adéqua ao perfil do empreendedor é uma delas. Para isso, preparamos essa lista com 6 ferramentas de gestão que ajudam a definir a estrutura e o propósito de uma empresa. 

Essas dicas também valem para quem pretende abrir uma franquia. Mesmo que o modelo de negócio já venha pronto nesses casos, conhecer melhor o próprio perfil e comparar isso com o proposto pela franquia escolhida evitam problemas de adaptação ao gerir a empresa. Continue a leitura para saber mais!

1. Canvas 

O Canvas Business Model é uma das ferramentas mais populares para ajudar na definição do modelo de negócio ideal. Com um layout simples, o Canvas se baseia na organização visual das informações, o que facilita a discussão de ideias em grupo.

Para considerar todos os fatores que envolvem uma empresa, o Canvas é separado em 9 blocos de informações: segmentos de clientes, proposta de valor, canais de venda, relação com clientes, fontes de receita, recursos-chave, atividades-chave, parceiros-chave e estrutura de custos. Ao preencher esses campos, o empreendedor se depara com dúvidas, contradições e também desenvolve novas ideias. 

2. Matriz SWOT

Pensar no modelo de negócio a partir dos pontos fracos e fortes é outra possibilidade e, nesses casos, o mais indicado é usar a matriz SWOT. Ela pode ser empregada para desenvolver um negócio do zero, criar novos produtos e testar estratégias. A matriz se baseia em quatro pontos: Forças, Fraquezas, Oportunidades e Ameaças.

No campo das forças estão as vantagens competitivas que o negócio tem ou terá frente aos concorrentes. Pode ser uma localização, um produto ou um serviço inovador, para citar alguns exemplos.

Já as fraquezas são elementos internos que atrapalham a empresa e que precisam ser considerados. As ameaças, por sua vez, são fatores externos que exercem impacto negativo sobre o negócio, enquanto as oportunidades são os elementos que terão influência positiva.

3. Proposta de Valor

Agora, se você procura uma ferramenta mais voltada para o cliente como base do negócio, o Canvas de Proposta de Valor pode ajudar a entender de forma mais profunda qual será o seu público e como desenvolver produtos voltados para esse propósito. Como esse modelo de negócio foi desenvolvido por quem criou o Canvas tradicional, o formato é parecido.

O foco aqui são dois elementos que compõem o Canvas tradicional: o segmento de clientes e a proposta de valor. No primeiro, existe uma subdivisão em três partes: as tarefas do cliente — que são o que ele precisa realizar no trabalho ou na vida —, as dores — que dizem respeito aos riscos, desafios e retornos negativos que o cliente recebe em suas tarefas — e, por fim, os ganhos — que são os objetivos e benefícios que ele busca ou quer alcançar.

Já o segundo elemento, de proposta de valor, fica dividido em outras três partes: os produtos e serviços — que devem trazer todas as possibilidades a serem oferecidas pela empresa, mesmo que isso não seja definitivo —, os chamados analgésicos e os criadores de ganhos — esses dois últimos são itens que respondem às dores e aos ganhos desejados.

4. Plano de Negócios em Pirâmide

Caso o seu objetivo ao montar um negócio próprio seja voltado para a obtenção de resultados o mais rápido possível, o modelo em pirâmide é um dos mais indicados. Com ele, o empreendedor elabora um plano de negócios baseado nos objetivos que ele quer alcançar.

No pé da pirâmide ficam os produtos e serviços, as oportunidades e o mercado consumidor. Na sequência, aparecem a empresa, a indústria e os concorrentes. No segundo nível da pirâmide, o empreendedor define a produção e as operações, a estrutura de marketing e vendas e os recursos humanos. No topo da pirâmide está o triângulo de finanças da empresa.

5. Análise 360º de Valor

Para quem tem muitas ideias, mas não sabe por onde começar, a Análise 360º de Valor ajuda a filtrar quais propostas têm mais chances de ser bem-sucedidas.

Na primeira fase de avaliação, são considerados os efeitos de fatores externos sobre a ideia do empreendedor respondendo algumas questões como: o benefício que a empresa ou o produto oferecem é claro para o cliente? A ideia resolve o problema de um número relevante de clientes? Esse volume de clientes é suficiente para gerar o retorno financeiro necessário?

Já a segunda fase levanta questões sobre o perfil do empreendedor. Se a ideia representa paixões do empresário, se continuará sendo um desafio no longo prazo e se o impacto no mercado será suficiente a ponto de atender as aspirações de quem desenvolveu o negócio.

Todas as respostas obtidas nesse processo valem pontos e, ao fim da análise, com todas essas informações em mãos, a melhor ideia será a que conseguir mais pontos.

6. As 5 Forças de Porter 

A análise das 5 forças de Porter é outra opção que ajuda na escolha do melhor modelo de negócio, principalmente para quem pretende atuar em mercados muito concorridos. Esse tipo de análise de baseia em um entendimento mais profundo da competição entre as empresas.

Nessa ferramenta, o empreendedor deve identificar quais fatos caracterizam cada uma das cinco forças: como é a rivalidade entre as concorrentes, quais são os produtos e serviços substitutos, qual é o poder de negociação dos fornecedores, como evitar a entrada de novos concorrentes e qual é o poder de negociação dos clientes. Com isso, é possível definir qual será o posicionamento da empresa.

É importante lembrar que o modelo de negócio define não só a criação da sua empresa, mas o futuro dela. Isso não impede que mudanças sejam feitas ao longo dos anos conforme a necessidade, entretanto, quanto mais assertiva é a escolha do modelo, menos problemas o empreendedor terá que enfrentar no futuro.

Sabendo quais ferramentas podem ajudar você a escolher o melhor modelo de negócio, está na hora de dividir esse conhecimento com os seus contatos. Se você gostou do conteúdo, compartilhe este post nas redes sociais!